13/01/2007
Falta de marco regulatorio pode impedir inovações brasileiras na TV digital
Sem garantia regulatória sobre as contribuçõoes brasileiras, padrão poderá ser a simples copia das inovações do modelo estrangeiro.
O uso da tecnologia de modulação japonesa em conjunto com inovações desenvolvidas por pesquisadores brasileiros esta previsto no decreto que criou o Sistema Brasileiro de Televisao Digital (SBTVD), assinado em junho de 2006 pelo presidente Luiz Inacio Lula da Silva.
Previsão que poderá não ser cumprida devido a ausência de um marco regulatório que garanta a inserção, nos produtos da TV digital, das inovações tecnologicas desenvolvidas nos centros de pesquisa brasileiros. Com isso, no lugar de ter como base uma tecnologia consagrada, a japonesa, para a criação de um novo sistema de TV digital que se adapte a realidade nacional, o caminho mais viável – ou inevitávell – poderá ser a simples copia das inovações do modelo estrangeiro.
Para Marcelo Knorich Zuffo, professor do Departamento de Sistemas Eletrôicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), o governo federal esta empenhado em criar politicas industriais bem definidas para garantir a utilização das tecnologias brasileiras, “mas faltam acoes praticas mais efetivas”.
“O padrão japones esta sendo reescrito no Brasil – para nós, ele e apenas uma plataforma eficiente do ponto de vista de transmissão. Mas, se nao formos ageis nessa reformulação, corremos o risco de ter que adquirir tecnologias em outros paises, o que seria muito frustrante”, disse.
Zuffo e um dos integrantes do Forum Brasileiro de TV Digital, cujo objetivo e formular, junto ao governo federal, consensos técnicos para desenvolver e implementar o SBTVD. O forum e composto por radiodifusores, empresas e universidades. Dos 13 assentos, a universidade tem dois. O pesquisador da Poli-USP, que ocupa um deles, falou sobre o assunto a Agencia Fapesp.
Fonte: IDG NOW
VOLTAR